• Excesso de trabalho: como a síndrome do burnout está prejudicando millennials e gerações mais experientes

    16 de Maio de 2019 • Categoria: Gerações Gestão Mudança Resultados

    Você já ouviu falar na síndrome do burnout? O esgotamento profissional está atingindo jovens mais do que nunca - e já tem invadido o dia a dia das gerações mais experientes. Por que e como solucionar é nossa conversa de hoje. Confira!

    O que é a síndrome do burnout

    A síndrome do burnout também é conhecida como síndrome do esgotamento profissional. Como o nome sugere, trata-se de uma situação de estresse intenso ou estafa mental profunda causada por fatores relacionados ao trabalho. De acordo com publicação da Época Negócios, os motivos que levam um profissional a esse quadro, geralmente são: 

    •    Sobrecarga de serviço
    •    Controle limitado
    •    Falta de recompensa
    •    Sensação de injustiça
    •    Valores conflitantes
    •    Falta de senso de comunidade  

     
    sindrome burnout - mulher cansada

    Síndrome do burnout: excesso de trabalho (Imagem: Pexels)

    Por que a síndrome do burnout é tão comum em millennials e tem se agravado nas outras gerações também?

    Segundo pesquisa da jornalista Anne Helen Petersen, nascidos no início dos anos 80 e meados dos anos 90 (os millennials) tiveram uma criação intensa para o mercado de trabalho. Por esse motivo, a geração internalizou o sentimento de que só se tem valor quando se está produzindo e desenvolvendo. 

    A incessante busca pelo autoaperfeiçoamento e constante comparação com o outro, reforçada pelas redes sociais, são fatores que aumentam a chance de que síndrome seja desencadeada e até leve à depressão

    Paralelamente, a escritora Brigid Schulte explica que todas as gerações estão vivendo uma era onde o excesso de trabalho é valorizado. E isso não é bom. Muito serviço somado à pressão para ser “perfeito” o tempo todo, leva ao burnout e à depressão. 


    Síndrome do burnout: os males

    Como vimos, o principal mal que pode ser causado pelo burnout é o desenvolvimento de algo bem mais sério: a depressão. Só por causa disso, já temos motivo suficiente para fugir de comportamentos que nos levem à síndrome. 

    Sem contar que antes mesmo do burnout se transformar em depressão, já prejudica a vida. Com ele, não temos motivação em seguir em frente, falta paciência nas relações de trabalho e baixamos a produtividade. Como num ciclo vicioso, os resultados dessas deficiências geram mais estresse e colaboram com a síndrome. 

     

     
    A síndrome do burnout está atingindo todas as gerações. (Imagem: Pexels)


    Síndrome do burnout: o que fazer para solucionar o esgotamento profissional

    A resposta pode ser muito simples: fuja de excesso de trabalho. O problema é como fazer isso, quando na maioria das vezes as coisas simplesmente aparecem e precisam ser feitas? 

    Separei algumas dicas práticas que vão ajudar você a ficar longe da síndrome do burnout. 


    1. Organize-se

    Procure fazer uma lista de prioridades para o seu dia de trabalho, começando do mais urgente para o menos. Com a lista feita, de valor ao cronograma e siga o seu planejamento. Algo saiu do controle? Sem problemas: reorganize a lista. 

    O mesmo serve para as atividades da semana com a casa e a família. Fazer um planejamento organizado ajuda a realizar mais e, principalmente, dá a sensação de controle e clareza – o que possibilita menos estresse. 


    2. Durma

    Dormir bem é fundamental, e disso você já sabe, certo? Nem sempre é fácil deitar na cama e dormir logo em seguida, mas alguns hábitos podem ajudar: evite cafeína depois das 16h, desligue o celular antes de deitar – e não mexa no aparelho, na cama. Crie um ambiente relaxante no seu quarto e apague as luzes. Tomar um banho bem quentinho e deitar logo em seguida também pode auxiliar o corpo a relaxar


    3. Valorize os momentos de lazer

    De acordo com Brigid, os filósofos definem lazer como um estado de ser. Ou seja, um momento em que nos sentimos completamente nós mesmos, fazendo aquilo que verdadeiramente nos deixa à vontade. Por isso, a dica da escritora (e a minha também) é que o momento de lazer seja aquele que lhe deixa feliz. Faça uma autoavaliação do que você realmente gosta de fazer e, nos momentos de folga, invista nisso. 

    Seja passear no parque sozinho, assistir a desenhos animados com os filhos, brincar com o cachorro ou simplesmente deitar e ouvir música com seu companheiro ou companheira, o importante é identificar o que é lazer para você. E aproveitar. 


    4. Desconecte

    Mas uma importante dica para fugir da síndrome do burnout é desconectar-se, tanto do trabalho quanto das redes sociais. Isso, porque ficar um pouco longe do celular pode ajudar sua mente e corpo a relaxar de verdade. Escolha algumas horas por dia para não ver as redes sociais, não entrar no WhatsApp e, realmente, esteja off-line do mundo e conectado com você. 


    5. Mude o estilo de vida

    Se apenas organizar a rotina de trabalho, dormir bem, valorizar o lazer e desconectar não estão sendo atitudes profundas o suficiente para que a sensação de esgotamento acabe, talvez seja importante pensar em mudar o estilo de vida

    Quando falo isso, refiro-me a mudanças mais drásticas como: alimentação, exercícios físicos e até profissão. Avalie com carinho a evolução do seu comportamento diante das dicas anteriores e se nada funcionar considere fazer uma revolução mais completa. 

    Mas não esqueça: para que dê certo é essencial compreender que somos humanos e que a perfeição não existe. Apenas ao entender e internalizar isso, conseguimos tirar alguns quilos das costas. 
     

    Olhar para si mesmo e desconectar de tempos em tempos são atitudes fundamentais para viver livre do burnout. (Imagem: Pexels)

     


    Para finalizar, destaco uma frase de Brigid em entrevista para a revista Galileu: 

     

    Ser humano, estar vivo, é viver em dor — crescemos, as coisas mudam, morremos, falhamos. Não temos certeza do que estamos fazendo, do que é certo, sentimos que não somos bons o suficiente. Às vezes acho que essa obsessão por estar sempre ocupado é um jeito de fugir de todos esses sentimentos de dor, dessa incerteza. Nossa vida é muito curta. Então, vamos mudar?

     
    Espero que tenha gostado da reflexão de hoje e fique à vontade para comentar!

    Abraços,
    Marcia.

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