• Autossabotagem: veja como fugir da Síndrome do Impostor com 5 dicas

    22 de Maio de 2018 • Categoria: Experiências Mudança Resultados

    Você já pensou que conquistou alguma coisa só porque tem sorte ou porque é gente boa? Procrastina projetos pessoais ou profissionais porque não se sente preparado? Tem medo de que a qualquer momento alguém diga que você não é bom o suficiente? Eu tenho uma coisa para te contar: pensamentos assim fazem parte da autossabotagem – quando atrapalhamos o nosso próprio desempenho e sucesso. É a Síndrome do Impostor. 

     Autossabotagem: o problema da Síndrome do Impostor. (Imagem: Free Use Google Images / Frits Ahlefeldt)

    Como a Síndrome do Impostor se manifesta
    Pessoas com a Síndrome do Impostor não acreditam que aquilo que conquistam é proveniente do mérito, acham que é sorte. Além disso, vivem com a sensação de que um dia os outros vão descobrir que elas não são capazes, não são merecedoras e são uma fraude. E esse conjunto de sentimentos provoca a autossabotagem – que, por sua vez, faz com que adiem a realização de novos projetos ou conquistas.

    Vale lembrar que a palavra ‘síndrome’ é uma expressão acrescentada ao longo dos anos – ou seja, não é um caso clínico do campo da psiquiatria. Esse comportamento está mais para o lado da psicologia. 

    Em matéria da revista Superinteressante, o psicólogo Mário César Ponte diz que a Síndrome do Impostor é relacionada à autoestima e às habilidades cognitivas – ou seja, como as pessoas se enxergam e como interpretam as informações. 

    Ele também destaca que essa crença de não ser legitimamente capaz vem desde a infância. E concordo: quando crianças, quantas vezes já ouvimos algumas “verdades” de familiares e até de educadores, não é? Na vida adulta, também.  Coisas como “isso não é para você” e “você não vai conseguir” são bombas que minam a nossa mente.

    A boa notícia é que tem como superar isso tudo – e veremos mais adiante o que podemos fazer para fugir da síndrome e do autoboicote. 

     O autoboicote faz com que a gente deixe tudo para depois – inclusive grandes ideias. (Imagem: FreePik)

    Como a Síndrome do Impostor foi descoberta
    Em 1978, duas pesquisadoras da Universidade do Estado da Geórgia - Pauline Rose Clance e Suzanne Imes – publicaram um artigo sobre a síndrome. De nome “O Impostor”, o estudo foca na população feminina: o machismo da época era um dos principais fatores para que mulheres bem-sucedidas não acreditassem na própria capacidade. 

    Mais tarde, a psicóloga Gail Matthews, da Universidade Dominicana da Califórnia, fez uma nova pesquisa junto com Clance e descobriram que 80% das pessoas, homens e mulheres, sofriam da síndrome. 

    Particularmente, penso que todos nós já vivemos isso de alguma forma, em algum momento. Alguns mais intensamente, outros menos. Se olharmos para trás, é fácil de lembrar que já desconfiamos da nossa capacidade e por isso procrastinamos alguns projetos que são importantes para nós. Se analisarmos em volta, conhecemos bastante gente que faz o mesmo.

    Ou seja: sem querer e sem perceber, a gente já se autossabotou alguma vez na vida. E será que continuamos fazendo isso?

     

    Autossabotagem: alguns sinais de que você pode ter a Síndrome do Impostor
    Destaco duas atitudes que podem indicar a presença da síndrome em nossas vidas. 

    - Perfeccionismo excessivo: prezar a qualidade e primar para que o serviço não tenha falhas é positivo – e às vezes, para que isso aconteça, somos um pouco perfeccionistas. Até aí tudo bem. 
    Mas quando esse perfeccionismo é excessivo, cuidado. É um sinal de que você pode ter medo de que descubram alguma falha em você por meio do seu trabalho.

    - Procrastinação ao extremo: quem tem a Síndrome do Impostor costuma adiar os momentos em que seu serviço será provado, porque pensa que vai fracassar. Isso significa que projetos importantes ficam sempre para depois.

     

    Como tratar a Síndrome do Impostor, fugir da autossabotagem e realizar projetos
    Algumas atitudes simples, praticadas no dia a dia, podem te ajudar. 

    1. Procure perceber como a autossabotagem se manifesta em você: analise de que forma o seu corpo e mente reagem diante de uma situação que exija um pouco de autoconfiança. 
    Por exemplo: se você quer botar um projeto em prática e não consegue, tente entender de que maneira você deixa ele para depois. 

    São desculpas, como falta de tempo? Ou o emocional fica tão abalado que você fica doente? Quando percebemos o problema e de que forma ele se manifesta, é bem mais fácil de combatê-lo.

    2. Não se compare com os outros: esqueça o sucesso e o fracasso dos outros. Pense que a sua jornada é única e que você não precisa medir seu desempenho ou conquistas comparando-se com as pessoas. 

    3. Perdoe-se: sempre tente dar o seu melhor, em qualquer situação. Mas perdoe a si mesmo quando esse seu melhor não agradou a todos ou quando, mesmo tentando, você errou. Isso acontece! E lembre-se de que tentar o melhor não é exagerar no perfeccionismo, ok?

    4. Elimine o que coloca a sua autoestima lá embaixo: são pessoas que só criticam destrutivamente? São situações que te deixam com medo de seguir em frente? Seja o que for, elimine. Converse sobre seus projetos apenas com aqueles que tem algo construtivo para lhe oferecer. 

    5. Busque ajuda: se está muito difícil de sair dessa sozinho, procure por algo ou alguém que possa te ajudar. Pode ser uma leitura instrutiva e inspiradora, um coaching de carreira para prepará-lo, um mentor para dar feedbacks sobre o seu trabalho, pode ser um psicólogo que trabalhe suas habilidades cognitivas, ou uma alternativa espiritual, como a fé e a oração.

    Mas, não fique parado. Busque informação e orientação, caso a Síndrome do Impostor esteja muito enraizada e superá-la por conta seja muito complicado. 
     

    Atitudes e ajuda tiram a gente do hábito da autossabotagem – e aí corremos atrás dos sonhos. (Imagem: FreePik)

    Quem acredita sempre alcança: um exemplo de sucesso
    Sabe o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes? Ele conta em uma entrevista que sempre sonhou em ser piloto, mas amigos diziam que isso era coisa de filho de rico e ele jamais conseguiria. “Era melhor desistir para não se frustrar”, comenta. 

    Sua mãe, no entanto, disse que ele poderia ser o que quisesse: bastava estudar, se dedicar bastante e fazer as coisas com o coração.

    Baita conselho, não? E pura verdade para todos nós.

    Além de piloto da Força Aérea, ele já foi para o espaço com a NASA. 

    Por isso é legal a gente buscar leituras e pessoas que alimentem a autoestima, sinalizem construtivamente em que pontos podemos melhorar e nos façam perceber a realidade: a gente consegue sim! Todos nós temos talento – basta se empenhar para conquistar. 

     

    Uma música para inspirar!
    Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
    Ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém
    Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar
    Mas eu sei que um dia a gente aprende:
    se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo
    Quem acredita sempre alcança!

    (Renato Russo – Mais Uma Vez)
     

    Assista ao clipe, aqui!

     

    Espero que tenha gostado da nossa reflexão, e sinta-se à vontade para participar nos comentários ou nas redes sociais: meu Facebook é o @marciacorreablog e o Instagram é @marciacorrea_gestão

    Grande abraço,
    Marcia

    Leia também: Os males da procrastinação e como evitá-la.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

ANTES DE FAZER UM COMENTÁRIO, VEJA A POLÍTICA DO BLOG

2 COMENTÁRIO(S)

Ótima postagem

comentado por Rodrigo em 04/06/2018

Obrigada, Rodrigo!

comentado por Marcia Correa em 05/06/2018

Marcia! Amei o texto e me identifiquei em vários momentos... O jeito é seguir e acreditar! É isso aí: "Quem Acredita Sempre Alcança!" :)

comentado por Adriana em 26/05/2018

Isso mesmo Adriana, como diz a música... "quem acredita sempre alcança!" Um beijo grande! =)

comentado por Marcia Correa em 02/06/2018