• Autodesenvolvimento: o que ele é de verdade e como buscá-lo

    22 de Julho de 2022 • Categoria: Gestão

    Provavelmente, você já ouviu falar em autodesenvolvimento, não é? Cada vez mais citada na lista do que as empresas desejam ver em seus colaboradores, essa palavra realmente pode mudar nossas vidas. Ela é cheia de significados, e à medida que conhecemos cada um deles, podemos aproveitar o que trazem de bom. Tanto para a carreira, quanto para a vida pessoal e até para o nosso exercício de cidadania.

     

    O que é o autodesenvolvimento, afinal?

    Dentro do contexto de evolução pessoal e profissional, autodesenvolver-se é assumir a responsabilidade pelo próprio crescimento, buscar métodos para que isso aconteça e utilizá-los. É evitar a estagnação e unir elementos analíticos que mostrem quais áreas precisam ser melhoradas e como melhorá-las. Falando assim, parece até complicado. Mas, não é. Buscar o autodesenvolvimento é buscar a evolução. E consequentemente a evolução traz uma série de melhoras para a vida da gente. Desde um aumento de salário até a prática da paixão profissional, de um convívio familiar mais feliz a melhoras significativas na saúde. Essa palavra não é grande só pelo número de sílabas, não. Ela é grande porque pode nos fazer melhor.

     

    Autodesenvolvimento para quem?


    Vale lembrar que buscar o autodesenvolvimento é muito válido para crescer, para superar os próprios limites, para se tornar uma pessoa melhor e ser mais feliz – e é aí que não podemos fazer confusão. Tornar-se melhor é bacana quando falamos de aperfeiçoamento pessoal como forma de contribuir com a própria felicidade e com a sociedade. Não tem nada a ver com querer ser superior ao outro. Em um mundo onde é tão fácil julgar, rotular e encontrar indivíduos que se comportam como seres superiores cercados por nós, meros mortais, deixar clara a função do autodesenvolvimento é um passo importante antes de seguirmos nossa conversa. Combinado? Então, vamos lá!

     

    As etapas do autodesenvolvimento:

    • Autoconhecimento: se você tem vontade de evoluir, é preciso se autoconhecer. Etapa essencial do processo, exige dose avantajada de sinceridade e trabalho duro – principalmente porque em se tratando de autoanálise, achar os pontos que precisam de melhora não é uma tarefa fácil. Como diria o ditado antigo, é preciso “botar a mão na consciência”. Depois que encaramos de frente os nossos defeitos é mais fácil entender o que está nos amarrando, segurando essa evolução.

    • Planejamento: ok, você encarou suas limitações olho no olho. Agora, é hora de planejar o que fazer com cada uma delas. Importante: somos humanos. Temos limitações e defeitos. E é preciso diferenciar cuidadosamente a limitação que deve ser superada daquela que podemos aceitar e dos defeitos – esse último, no sentido de comportamentos que impedem evolução e muitas vezes também prejudicam o outro. Não vamos entrar no âmbito psicológico de como lidar com limitações ou no âmago do conceito de cada uma dessas palavras. Vamos lidar com elas de uma maneira simplificada e prática, dentro do universo da gestão.

    Entendo que as limitações superáveis são aquelas que desejamos mudar porque nos impedem de alcançar objetivos. As limitações aceitáveis são aquelas que não nos incomodam e que também não atrapalham a evolução. E, os defeitos (palavra forte porque carrega um significado forte) estão ligados ao comportamento que temos diante das relações e oportunidades – e que podem atrapalhar. Exemplos ajudam, vamos lá?

    – Limitação mutável: você quer muito uma promoção e para isso precisa aprender a aplicar um pouco de teoria em suas práticas. Para isso, precisa aprender a teoria. Logo, precisa ler. Mas, ler é uma limitação – você detesta. No entanto, conquistar aquela promoção é um objetivo bem grande e a leitura vai ajudar. Ler, portanto, faz parte de uma limitação que você deve se esforçar para superar.

    – Limitação aceitável: você não se dá bem com exatas. Nenhum pouco. Mas, sua área exige uma sorte de outros conhecimentos que não de matemática. Portanto, tudo bem não se preocupar em alterar essa limitação – desde que ela não te incomode. Aceitar-se como um ser que não é perfeito e que não domina todas as áreas do saber, é também uma forma de se autodesenvolver.

    – Defeito: seu comportamento afasta as pessoas de você, ou, fecha as portas para oportunidades. Por exemplo: preguiça. Você tem todas as oportunidades na mão, mas tem preguiça. Ao tempo que é um defeito – no senso comum – é também uma limitação que vale a pena ser superada. Aí, entram uma série de outros conceitos do que seriam defeitos e que, encará-los, não é fácil. Mas, é produtivo.

    • Execução: tudo organizado? Mais ou menos? Ok, sem problemas. Se você faz esse exercício do autoconhecimento e consegue, pelo menos um pouco, entender quais são suas áreas de limitação e onde pode melhorar, coloque a mão na massa. Essa é, praticamente, a parte mais simples. E como funciona a execução? Desde cursos formais até pequenos hábitos transformados no dia a dia como ler, conversar com pessoas mais experientes, observar o mundo em sua volta e manter uma cabeça aberta para novas ideias.

    Ao longo de todo o processo de autodesenvolvimento, fica muito claro que conhecer a nós mesmos é a chave elementar para evoluir. E é, sem dúvida, um exercício que agrega resultados positivos às mais diversas áreas da vida.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

ANTES DE FAZER UM COMENTÁRIO, VEJA A POLÍTICA DO BLOG

Faça seu comentário.